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sábado, 17 de dezembro de 2011

A brasileira e o turco: primeiras palavras, primeiro olhar...

Mudando um pouco o rumo dos posts das moçoila que vos fala, que anda meio deprê...

Eu não estou mais me aguentando de saudades dele. Minha esperança, meu amor por ele, a certeza de que tudo vai ficar verdadeiramente são tão grandes, que não permite ficar chorando. Mas vontade não me falta. Então não sei vocês, mas quando eu estou com esse sentimento tão forte, eu fico o tempo TODO, vendo fotos dele, lendo conversas antigas, revirando nossos e-mails e tudo que me faça sentí-lo mais perto de mim.

Com isso. eu achei nossos primeiros e-mails e comecei a lembrar de nós dois lá no comecinho.
Nunca contei essa história, de como eu e Emre nos conhecemos. É bem simples até, então lá vai:

Eu gosto muito de aprender idiomas novos, não sou uma gênia, mas tenho uma certa facilidade com isso. Minha tia Verinha, um dia falando comigo pelo telefone, começou a me falar que estava treinando inglês e espanhol num site bem bacana, o Livemocha. Ela me disse que era possível estudar e praticar as mais diversas línguas de uma maneira até que bem divertida e dinâmica. Disse ainda que você conhecia pessoas do mundo todo, já que ao fazer o seu perfil, você indica quais idiomas fala (e qual o nível de fluencia em cada um) e o que quer aprender. Automaticamente o site faz indicações de usuários que podem ser compativeis com as suas habilidade e necessidades. Tem também um espaço pra chat, com direito a câmera e áudio.

Ela falou tanto desse site! Disse que eu tinha que fazer uma conta lá e que eu tinha que adicioná-la, porque aí eu poderia corrigir seus exercícios, e começar a aprender um pouquinho mais dos idiomas que eu gostava, além de poder fazer amigos de todas as partes do mundo.

Ela desligou o telefone e depois de tanto insistir, achei que poderia ser interessante. Fiz lá a minha conta, mexi um pouquinho para aprender a usar e tal. E lá ficou minha conta. De quando em quando eu entrava lá, mas não ficava muito tempo não.

Em um desses dias de tédio, muito, muuuuito tédio, resolvi entrar no Livemocha e ir estudar italiano. Estava há uns 20 minutos já no site, ouvindo lá o tiozinho falar as coisas em italiano, e eu repetindo, clicando nas figuras, fazendo minhas frases curtas... Nesse meio tempo recebi convites de alguns usuários para iniciar bate-papo. Mas tem tanto maluco por aí, tanto homem safado (que as vezes faz até perfil de mulher - e você trouxa, querendo uma boa amizade, vê depois que na verdade é um doido), que era muito difícil eu adicionar qualquer pessoa assim. As vezes eu até aceitava o bate-papo, falava uns 5 minutos, perguntava sobre o país da pessoa, o que fazia da vida, mas depois acabava a conversa, a pessoa se despedia e pronto. Então eu tava mesmo só querendo me livrar do tremendo tédio que eu estava sentindo.

Até que aconteceu o convite que mudou tudo no meu mundo...
O que eu tinha em mente quando cliquei naquele "sim"? Nada. Eu estava entediada, era uma quinta-feira à noite, e eu não tinha nada para fazer. Vi a foto de um menino que parecia ser sério, que parecia ser muito bonito, e era da Turquia. Resolvi clicar, o que eu tinha a perder?

Pois bem, 1 segundo, 1 clique, 1 palavra e tudo na nossa vida muda. Poderia não ter dado em nada. Poderia ter se tornado uma boa conversa praquele momento. Poderia ter se tornado um grande amigo (e se tornou!), poderia ter sido uma paquera que duraria uns poucos meses... mas não. Mudou tudo. Mudou meus planos, mudou meu sonhos, mudou minhas convicções, mudou minha vida e mudou até quem eu sou.

Definitivamente naquele momento eu não estava procurando por nada. Mas algo, nesse mundo tão grande, aconteceu e nós dois nos encontramos. Bendita seja a tia Vera, bendita seja o Livemocha, bendito seja o meu tédio, bendito seja ele estar passando mal e não ir ao trabalho no dia seguinte para ficar de madrugada na internet, bendita seja também o tédio dele, bendita seja a vontade que ele tinha de querer praticar o inglês... eu ainda nem sabia, mas naquele dia eu tinha achado um grande amor.

Quando começamos a nos falar, ele não tinha a intenção de flertar comigo. Ele queria melhorar o nível do seu inglês, e tinha tentando adicionar amigos dos Estados Unidos e da Inglaterra, mas não chegou a fazer nenhuma amizade legal com ninguém. Assim, não teve a chance de falar com ninguém, e não pôde pratical o tal inglês. Ele ouviu dizer que "esse tal" de povo brasileiro era muito simpático, falante, amistoso... quem sabe se ele falasse com um brasileiro, que falasse inglês, iria conseguir, finalmente, ter alguém para praticar?

Naquele dia, ele foi ver na lista de amigos sugeridos pelo Livemocha, viu minha foto (disse ele que me achou bonita hihi, mas que mesmo assim, não foi falar comigo com outras intenções) clicou no meu perfil, gostou da minha descrição e decidiu falar comigo.
Falamos uma meia hora lá pelo chat, e não foi aquela convers banal sabe? Aquelas conversas chatas no melhor estilo:
- Qual o seu nome? Quantos anos você tem? Onde você mora? O que curte? Trabalha ou estuda?

De repente a gente estava rindo, fazendo piadas, falando sobre vários assuntos... algo muito espotâneo. Ele não tinha falado nada de mal, não tinha falado nada de besteira, nenhum papo que me deixasse constrangida, era divertido... Ele pediu meu msn, e por esses motivos, eu disse. De outro jeito, em menos de dois minutos eu teria acabado a conversa. Mas não, ele foi querido, ele foi amigo, ele foi diferente.
Fechamos o Livemocha, nos adicionamos no msn e essas foram as primeiras palavras. Se fosse só direto assim, fechava na cara dele hahahaa. Mas antes, ele tinha sido muito querido no bom estilo "bom rapaz", que eu gosto :)
No msn, não demorou muito e ele pediu pra ver meu rosto. Como eu tenho umas fotos que tirei no estúdio da faculdade e por isso tem alta qualidade, as pessoas as vezes acham que minha foto é fake, né Joyce (Dilara)? Hahahah. Ele pediu meu Facebook e não quis dizer, porque também vamos com calma né minha gente... Eu não queria mandar foto, porque também não achei boa ideia. Mas quando ele pediu pra ver meu rost na câmera, não senti MESMO, nada de mal vindo dele não, e resolvi abrir a câmera, até porque estava curiosa para vê-lo também, a foto era pequena, mas ele parecia ser bem gato hahaha.

Meu Deus do céu! Quando ele abriu a câmera, que eu vi o rosto dele pela primeira vez, usando aquele fone de ouvido, no escuro (porque já estava tarde lá), ele todo sério com carinha de sono... PRONTO. Era uma vez uma Jessica. Eu gamei no turco, de coração acelerar e tudo. Olhei praquele rosto lindo que ele tem pensei: Caraca, que homem maravilhoso! hahahah. E eu aqui com essa cara horrorosa, descabelada, ele deve ter me achado estranha... Mas tá né, deixa pra lá.
Foto tirada por um amigo dele, em umas das nossas primeiras conversa. Oh a carinha sorridente dele, que fofa :)
De lá pra cá minha gente, o resto virou história.

Nem sempre essas histórias dão certo. Nem sempre as pessoas tem a chance de se encontrar, ou de fazer a coisa se tornar real. Ganhamos amigos, como dos muitos que tenho até hoje virtualmente. Depois perdemos esses mesmos amigos.

Já sabia que essa história de amor pela internet dava certo. O que eu não sabia, é que naquele dia, naquele momento, daquele jeito, com um TURCO, com o Emre... é que daria toda essa história que eu conto aqui. Eu me formar, me mudar de país, conhecer uma cultura tão diferente, aprender a falar "Seni Seviyorum" pra cá, "Aşkım benim" pra lá e viver uma história que tem sempre conturbações, mas que é tão linda, tão especial para mim e que teve o poder de me permitir viver algo que nunquinha mesmo eu me imaginaria vivendo. E eu, que nos ultimos anos, vinha sentindo TANTO medo de casamento, de me amarrar a alguém e não dar certo. Agora já não sinto nem mesmo 1% de dúvida no meu coração de que adoraria, mais do que tudo, formar uma linda família do lado dele. Merecendo ou não, me sinto verdadeiramente abençoada e não abro mão disso.

Obrigada Deus!

Viu só, falei que o próximo post iria ser menos deprê heheh. Vou ficar choramingando pra vocês hoje não. Beijocas a todos, e não tenho palavras pra agradecer cada mensagem de encorajamento, de carinho, de força, de tudo que tem me feito seguir a diante... Um beeeeeijão!

domingo, 11 de dezembro de 2011

Ele falou com os pais e foi para o exército

O título já começa forte. Resume as maiores ansiedades que me rodeavam nos últimos tempos. E agora já aconteceu, já foi. Vou avisando a todos que o post de hoje pode ser bem triste. Então, se você não gosta de ler coisas do gênero, aconselho que pare por aqui a leitura desta postagem.

As primeiras coisas primeiro.
Já haviamos planejado que contar mais diretamente sobre nós dois aos pais dele, não passaria dessa semana. Ele está para ir ao exército, e como já disse aqui, as coisas por lá não são tão fáceis como no exercito daqui do Brasil. Achamos então que esse seria o melhor momento para falar com os pais dele.

Eles disseram, em uma das tentativas de contar sobre nós, que se ele casasse com alguém que eless desaprovassem, que ele não contasse mais com eles. Que não pedisse mais ajuda, e que poderia esquecer que era filho deles. Disseram isso num impulso, num momento de raiva é claro. Então, quando a nossa vida está passando por momentos delicados, de risco, de dor... temos a tendência a parar de falar coisas sem pensar, e lembramos que na verdade, não suportaríamos que nada de mal acontecesse com a nossa família e que a grande verdade é que, existe um grande amor ali. Então esse era o melhor momento.

Sexta-feira pela manhã, ele foi para uma internet café mais uma vez, como disse no post anterior, e eu mal conseguia me segurar de ansiedade para saber o que de fato aconteceria. Tive até que me forçar a dormir para acalmar a ansiedade. Já estava ficando tarde, então resolvi enviar uma mensagem de texto para o celular dele. Ele apareceu no Gtalk e disse:

Emre: Oi askim benim
Jessica: Oi askim, eu estava morrendo aqui. O que aconteceu? Você falou com seus pais?
Emre: Minha irmã pediu para mexer no meu celular, leu nossas mensagens e descobriu o que estava acontecendo.
Jessica: (chocada) AI, MEU DEUS! E agora?
Emre: Não posso falar agora, temos convidados... eu te amo, beijos princesa.
Jessica: Nãããão, não faz isso, o que houve?
Emre: Até mais tarde!

E ele desligou mesmo. Não preciso nem que isso me deixou muito mais nervosa. Não conseguia parar pela casa e comia tudo o que via pela frente. Entrava no quarto, olhava o meu laptop para ver se tinha mensagem dele e nada. Ia para sala, sentava 5 minutos, voltava para o quarto outra vez e nada. Não conseguia me acalmar. Eles tinham brigado com ele? Eles tinham me aceitado? O que tinha acontecido? Eu não fazia a menor ideia e isso me deixou inquieta por mais algumas horas.

Então me lembrei que na madrugada de sexta-feira para sábado sairia a confirmação de qual lugar ele iria cumprir o serviço militar e por quanto tempo. Meu nervosismo triplicou! Será que ia para uma cidade perigosa? Ele iria para uma cidade muito distante de mim? Ele se inscreveu para ficar 5 meses, mas e se resolvessem que ele iria ficar quase um ano?

Comecei a pensar em nós 2, pensar em tudo sabe? Que posso ir embora, pensar na apresentação da minha monografia, pensar sobre a família dele, sobre o exército, pensar sobre essa saudade que não me deixa. Comecei a chorar.

Assiti nossos vídeos, via nossas fotos, abraçava o travesseiro e as horas pareciam não passar. Até que o vi postar no Facebook a o documento de confirmação do exército e uma mensagem dele dizendo coisas em turco, que nem o tradutor (como quase sempre) ajudou completamente. Só tinha entendido que ele ia ficar pelo período curto, 5 meses. GRAÇAS A DEUS! Mas e o resto? E aquelas siglas que eu não conseguia entender?

Olhei a minha lista inteeeeeeeeira de contatos, pra tentar achar alguém que pudesse traduzir para mim. Vi a Marise e a Sirlene (MUITO OBRIGADA, MENINAS!). Falei que nem uma louca mal educada com elas, mal cumprimentando direito. Eu estava muito nervosa mesmo, minhas mãos tremiam. Colei a mensagem pra elas, e perguntei se os respectivos maridos poderiam traduzir para mim. Eles traduziram, e me disseram a cidade (que prefiro não dizer aqui pela segurança dele). É uma cidade muito muito muito muito longe de mim. Não fazia ideia se era perigoso ou não, mas poderia ser, e ainda era longe. Desabei no choro de novo.

Até que as meninas me disseram que eram um dos melhores lugares para se estar, que era seguro, e que era muito provável que ele ficasse num lugar que trabalhasse com a área dele. Isso me acalmou um pouco mais. Tadinhas, elas se desdobrando para me acalmar. Fechei o Facebook e fui lavar o rosto para me acalmar, e quando voltei para o quarto tinha mensagem dele. E foi só aí que eu pude ficar tranquila. Ele me disse que estava muito feliz e agradecido a Deus, porque de fato, tinha muita sorte de ir para tal lugar, porque era um dos melhores e mais tranquilos. Ele vai ficar na Marinha na verdade, e não no exército, usando aqueles uniformes lindos! (ehehe, já imaginei ele todo bonitão de uniforme branco da Marinha. Adoro dele de camisa branca, combina bem com o cabelo dele). Pronto, agora eu estava mais em paz. Melhor que ele esteja longe e salvo, do que perto e de repente em risco.

Ele disse que paga passagens de ida e volta para mim, pelo menos uma vez por mês. E ora, para quem só o viu 2 vezes nesse ano, já é muito mais do que eu tinha. Já estivemos muito mais longe, esse é um dos últimos passos... Então só agradeço a Deus por ter chegado até aqui, e peço força para as próximas lutas.

Agora sobre os pais:
Ele estava no banho, quando eu dei um toque no celular dele. E a irmã no intuito de ver quem era e avisar a ele, pegou o celular. Ela viu o meu nome, e como há seculos já desconfiava (com toda a razão), foi procurar mais coisas no aparelho. Ela viu as nossas mensagens com direito a "eu te amo", "sinto saudades de você", "estou doido para te ver e te abraçar de novo", e todas essas coisas de amor.

Pronto, ela agora sabia o que estava acontecendo. Mas ela ficou quieta e só no dia seguinte pediu para ver o celular dele outra vez. Ele ja tinha apagado nossas recentes mensagens, para não correr o risco jutamente de uma situação assim acontecer.  Ela disse que não achava o que tinha visto no dia anterior. Ele ficou vermelho e nervoso. Até que ela disse:
- Emre, você conta pro papai ou eu conto.
- Contar o que? O que você viu?
- Você sabe do que estou falando.

O pai dele o perguntou o que era. Perguntou se estava acontecendo algo entre ele "e a menina brasileira". Então, tadinho dele, respirou fundo, e contou que estavamos namorando e que nunca tinha dito nada por medo da reação deles.

O pai, preocupado, chocado e muito triste começou a fazer todo o tipo de pergunta:
1) Mas a cultura e a religão dela são diferentes da nossa. Casamento não é assim, é coisa séria, no futuro isso vai trazer muitos problemas e brigas entre vocês e ela vai querer se divorciar de você! E o que você vai fazer Emre, se ela se divorciar de você?
2) O que ela vem fazer quando morar aqui? Vai trabalhar com o que? A família dela vai poder ajudar se vocês se casarem?
3) Ela é estrangeira, e você sabe como os estrangeiros são... os hábitos deles, o que as mulheres fazem, como são, como se vestem...
4) E se ele quiser voltar para o Brasil e deixar você?

E por aí foi.

Mas ele deu resposta pra todas essas coisas. Disse como eu sou, como é minha personalidade. Mais caseira, que não bebo, não fumo, que sou uma pessoa sorridente, brincalhona, carinhosa, amorosa, que sonho muito em formar uma familia, ter filhos E acima de tudo, disse que eles não poderiam me julgar antes de me conhecer. Ele pediu a chance de me conhecerem, passarem um tempo comigo, pra só aí terem uma opinião formada sobre mim. Isso de ter várias suposições (das piores possíveis, aliás), só de ouvir falar, não podia acontecer.
A irmã dele se mostrou bem chateada, disse que estava desapontada e de que não queria ver a mãe mal. Ela já estava muito chorosa pelo fato do Emre estar próximo de ir para o exército e que se ele fizesse ela passar isso, iria fazer muito mal a ela, e que não deveriam contar agora.

Graças AO BOM DEUS, o pai dele disse:
- Então está bem. Quando você sair do exército traga ela aqui, nos vamos conhecê-la como você está pedindo.
 A irmã dele disse que ok, que iriam me conhecer, mas que se ele pudesse terminar comigo antes, que seria melhor, já que afinal, as pessoas mudam muito depois do casamento, e que eu iria mudar também e coisa e tal. Escrevendo parece até bem simples, mas sei que foi difícil pra ele, e que demos um grande passo.

Confesso que fiquei MUITO surpresa com a atitude do pai dele. Foi muito supreendente para mim. Mas já me fez ter um carinho especial por ele, por ter dado uma chance para alguem que só quer fazer o Emre feliz sempre, em qualquer circunstância. Minha família ficou triste por ter ouvido a história de um modo geral, porque ninguem quer ver a filha passando por isso. Mas tenho na minha consciencia de que fiz tudo o que podia. Sei que o Emre está do meu lado também, e o fato dele ir para o exército agora (por um pedido inicial meu), e com a concordancia dele, me mostra muito isso. Ele quer ir logo, só para poder falar com os pais logo, e se casar comigo o mais rápido que puder.

Nos despedimos há pouco mais de 2 horas atrás. Ele voltou a internet cafe para me ver. Falamos por uns 20 minutos, porque em breve o ônibus para a cidade que ele tinha que ir, saía. E nesse tempinho de muito muito choro (que não está no video), pude ouvir dele, e sentir sair do coração do meu amor, o quanto me ama, e o quanto ele é especial para mim.

(Se você não quer ver algo triste, NÃO VEJA ESTE VÍDEO)

Vai com Deus meu amor. Deus te proteja, te ajude, te dê forçar e te traga logo para mim. Não sei quando verei seu rostinho de novo, nem que seja pela webcam, mas já espero ansiosamente para, em breve, ouvir sua voz. Não chora, fica bem, que eu vou ficar bem por aqui também. Já já estou aí, e entro num avião pra te dar um abraço bem apertado. Ao meu carequinha mais lindo do mundo (tadinho, quando o vi de cabelo raspado, me doeu tudo por dentro), todo o meu amor.

Obrigada aos que me desejam coisas boas. Eta história sofrida, mas não abriria mão dela mesmo assim. Beijos beijos beijos

Aaaaaaaah, e PARABÉNS ao meu casalzinho lindo Katia e Murat, eles se casaram ontem aqui no Brasil. Kátiaaaaa, para de me matar de ansiedade e posta as fotos de você de noiva! Amo você amiga, você merece isso e muito mais. <3

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

"Erkek Arkadaş", o verdadeiro significado de "Namorado"

Mais uma pro nosso vocabulário. Em turco "namorado" se escreve "erkek arkadaş" (e se diz: erquék arkadásh).
E a melhor coisa do mundo, é quando quem amamos, quem está do nosso lado, quando nosso companheiro, namorado, noivo, marido... é também um amigo pra nós. Melhor ainda se for o melhor amigo.

Conversinha de madrugada no Gtalk
Aquele que ri com a gente. Que não quer competir conosco, mas aquele que torce com o nosso crescimento. Aquele que ao invés de brigar porque não está recebendo tanta atenção, mas compreende que, às vezes, precisamos nos afastar um pouquinho para poder estudar ou trabalhar. Aquele que, mesmo através da webcam, mesmo quando você está tentando esconder até de si mesma algum sentimento ruim, consegue perceber ou sentir que as coisas não estão bem, e não para de insistir até fazer você desabafar pra se sentir melhor, para depois te dar palavras de carinho e conforto.

A beleza atrai os nosso olhos e faz ferver o nosso coração. O exótico, o diferente, a distância... tudo isso faz o relacionamento com ares de "impossível", e isso parece que nos incentiva mais ainda a persistir. As belas palavras apaixonadas, repletas do romantismo de quem quase não vê os defeitos dos outro, ludibriam a nossa cabeça e pulsam no peito a tal ponto de você até acreditar que o coração vai explodir de amor.

Mas o bom mesmo, é sentir os meses e os anos passando, sabendo que você pode preservar essa doçura de namoradinhos recém-apaixonados, mas ver essa história de amor virar concreta, com planos a serem conquistados. O dinheiro a guardar pro futuro, o casamento, imaginar os filhos, pensar em como vai ser a casa... (Parabéns ao meu casal tããão amado Kátia e Murat pelo casamento! :)

Mas para construir a vida, eu tenho certeza, de que nada melhor do que ter alguém em quem se possa confiar, que juntos, vocês possam descobrir coisas. Aos poucos desenterrar os mais estranhos dos segredos sem julgamento. Rir das próprias gafes e das gafes do outro, sem desrespeitá-lo e sem ser desrepeitado. De alguém que possamos viver aquela famosa frase "case-se com alguém que você goste de conversar".

Ou seja, case-se com alguém que seja o seu amigo. Tenho a sorte de dizer que tenho ao meu lado, não somente  um homem que eu ache lindo. Mas tenho comigo alguém que eu admiro, alguém que eu confio com a maior tranquilidade, alguém que me faz rir, alguém que eu gosto de falar sobre todas as coisas, alguém que me ajuda até escolher roupa e a cor do esmalte (coisa que qualquer homem acha um saco haha), e que me faz querer ir junto até pra jogo de futebol e de basquete (o que pode ser meio chato pra muitas mulheres).

Achei um rapaz "erkek", que é meu grande amigo "arkadaş", e por assim sê-lo, traduz para mim o verdadeiro significado do que é ser "erkek arkadaş", um namorado. Isso nem sempre é tão comum, apesar de ser absurdo. Como namorar com alguém que não é um amigo de verdade? Alguém que não te entende, que não nota quando você está triste, ou que as vezes até nota, mas que muitas vezes não se importa em te dar um abraço apertado ou te dizer palavras de carinho?

Fico feliz que sejamos assim, e sinto tranquilidade no meu coração em tê-lo ao meu lado pra minha jornada de vida, pro meu dia-a-dia e pro meu futuro. Perfeita eu não sou, nem ele é. Nem sempre ele vai perceber tudo, nem sempre eu vou saber dizer as palavras que ele estava esperando de mim. E nessa hora ficamos tristes e ressentidos. Mas fora isso, que está dentro da margem do normal, não tenho dúvida do amigo que ele é. Não tenho mesmo, e mais do que um gatão de 1.86 de altura uhaiuahaiu, tenho comigo alguém que sente no meu 'alô' quando eu não estou muito bem.

Obrigada Deus, obrigada amor, eu sempre pedi por isso!

Beeeeijos beijos beijos

ps: tô postando de madrugada porque tava escrevendo monografia  até ainda há pouco =(

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Crônicas de Internet: o Skype, a Webcam e o Microfone

(alguém entendeu a piada do título? É referencia a "Crônicas de Nárnia: o Leão, a Bruxa e o Guarda-Roupa" Foi MUITO sem graça? hahahaha)

Gente, é permitido vir no blog, postar uma foto e pronto? rs

Vim dizer nada demais não. Hoje tivemos uma conversa tãããão boa no Skype.
Porque pra quem não sabe, até mesmo no namoro à distância, às vezes rola aquela coisa de cair um pouquinho na rotina, não tem jeito. Por mais apaixonado e próximo que o casal seja, como é o nosso caso, tem dia que nos falamos um pouco, ele fica trabalhando no PC e eu estudando, com o áudio e a câmera do Skype abertos, cada um no seu canto, fazendo suas coisas... quase como se estivéssemos na mesma sala, num dia normal de trabalho/estudo, cada um ocupado com o que tem que fazer, mas ali juntinho. Achando uma forma de compartilhar as coisas mais banais também! Acho isso maravilhoso... é estar presente em todos os momentos da vida um do outro, dentro das possibilidades.

Vou contar um segredo aqui, mas se vocês me chamarem de louca psicopata, nunca mais conto meus 'segredos' hein hahahaha. Umas 2/3 vezes, estávamos nos falando. Daí bateu um soninho tanto nele, quanto em mim também. Íamos desligar pra cochilar de tarde, mas sabe quando você não quer desligar, mesmo com sono, e quer ficar ali grudadinho no seu amor? Daí a gente resolveu tentar uma maluquice e cochilar com a câmera do aberta. E assim foi. Coloquei o notebook do meu lado, ele fez o mesmo com o dele. E tiramos um cochilo assim. Não foi a coisa mais confortável, mas era bom demaaaaaaaais se virar, abrir o olhinho de leve, e ver ali "perto" de mim o rostinho dele, que mais parecia um anjinho dormindo.

Daí a gente acorda com um sorrisão no rosto, feliz de compartilhar aos moldes do século XXI, um momento simples, mas que pra nós, é feito de muito carinho, de muita vontade de estar o mais próximos que podemos.

CERTEZA que se alguém entra no meu quarto e vê a cena, vai concluir que definitivamente eu estou maluca.
Até eu, se vejo uma filha minha fazendo isso ia berrar:
TÁ MALUUUUUUUUUCA, MENINA? HAVAIANA DE PAU NA TUA CABEÇA!
haiuahaiuahiauhaiuhau

Mas sério, a maioria das pessoas que ler isso aqui, vai mesmo achar ridículo ou infantil, mesmo que não comente. E tudo bem, eu entendo, e é isso aí... cada um com o direito de ter sua concepção.
Mas um dia um louco achou que a terra era redonda. Outro louco criou a teoria da relatividade. Outro louco queria voar e pensou no primeiro projeto do que hoje conhecemos como avião. Tá certo que não estou revolucionando a história da humanidade com essa loucura, mas o ponto é: não precisar da aprovação de todos os 7 bilhões de habitantes da terra, pra ser uma pessoa "normal" ao fazer aquilo que te faz feliz. Não faço mesmo questão de ser normal.

Faço só questão de ser do bem, mesmo com meu erros que são muitos, faço questão de fazer feliz aos que estão a minha volta, faço questão de ser feliz também. Do mais, tá tudo bem, pensem o que tiverem que pensar, digam o que tiverem que dizer. Não me afeta, não me deixa com raiva, nadinha. É só uma opinião diferente, que tem uma razão de ser, pelo background que aquela pessoa tem na sua vida. Ponto.

Não. Não, estou fazendo a pheena de cachecol. O nome disso é garganta inflamada.
Mas oh, vai ser MUITO maluco não, que não posso ficar tirando ninguém de hospício não, tá certo? Vamos ter um cadinho de noção nessa vida, que faz bem pra todo mundo! hahaha ;)

Beijos beijos beijos florzinhas lindas!